Toda Luz Que Não Podemos Ver – Anthony Doerr #179

 

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Título: Toda Luz Que Não Podemos Ver

Autor: Anthony Doerr

Ano: 2015

Páginas: 528

Editora: Intrínseca

Sinopse: Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu.
Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial.
Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.

Eu ganhei esse livro na primeira edição do Amigo Literário.

Esse livro é ambientado na França e na Alemanha, durante a segunda guerra mundial, o que chamou muito minha atenção.

O livro é narrado principalmente na perspectiva da Marie, a francesa e Werner, o alemão. Nosso casal. O livro narra a infância e juventude de ambos, sem se conhecerem. Até que chega a um momento do livro em que se encontram.

 

O grande problema desse livro é que os capítulos viajam no tempo, por exemplo, o primeiro em  1944, o segundo em 1934, o terceiro em 1940, e por aí vai. O que deixou o livro um pouco confuso, porque pra mim, isso foi bem nada a ver.

Meu segundo problema com esse livro é que  Werner simplesmente some no final do livro e você fica tipo: Oi????

Enfim, infelizmente não foi uma boa experiência para mim, achei um livro bem fraco.

Apesar de em muitas resenhas as pessoas terem amado ):

 

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Ragtime – E. L. Doctorow #178 {TAG Experiências Literárias}

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Autor: E. L. Doctorow

Ano: 2017

Páginas: 336

Editora: Record (TAG)

Sinopse: No início do século XX, o ragtime era o mais popular “idioma” musical dos Estados Unidos. O termo originou-se da expressão ragged time, referindo-se ao ritmo sincopado e de contratempo do rag. É com esta estrutura melódica e original que Doctorow descreve a vida de uma família fictícia, cujos membros são designados como Papai, Mamãe, Meninazinha, Irmão Mais Novo de Mamãe e Vovô. O autor movimenta personagens históricos, intercalando o cotidiano da família com figuras e acontecimentos marcantes: o mágico Houdini, a rotina do arquimilionário J. P. Morgan, o genial inventor Henry Ford, as lutas da anarquista Emma Goldman, o poder da imprensa, o nascimento do cinema, as greves trabalhistas. Em meio a tudo isso, a figura silenciosa do Irmão Mais Novo de Mamãe é o elemento criador da conexão entre capítulos, retratando o dinamismo, a riqueza e a miséria de um país ainda em formação.

Comecei a ler esse livro despretensiosamente, tem uma narrativa diferente, sem diálogos e longos parágrafos. Então tive muito medo de não gostar.

Na primeira parte (são três) você passa a conhecer a maior parte dos personagens e se localiza bem. Apesar de ter vários personagens não é difícil de conhecer e lembrar de todos, é muito fácil inclusive.

Porém, o livro inclui vários personagens reais e importantes da história, misturando realidade e ficção, eu não conhecia todos, se conhecesse teria sido mais fácil, mas a leitura fluiu e foi muito bom.

Na segunda parte, surgem novos acontecimentos, que é o que acaba se tornando praticamente o centro da leitura. Um personagem negro, que sofre um absurdo de racismo nos leva a perceber como há tão pouco tempo alguém poderia ser tratado daquela maneira, não só ele, mas todos os outros negros.

Essa foi a parte que me pegou no livro, é um romance, destruído pelo racismo e pelo preconceito, onde um homem precisa se diminuir por conta da sua cor. Revoltou-me muito, nem preciso dizer queracismo é inadimissível.

Muitos são os acontecimentos recorrentes e a história vira de cabeça para baixo. O final foi bom, surpreendente inclusive. Foi uma excelente leitura e com certeza entrou para os meus livros preferidos!

 

O Livro dos Manuais – Paulo Coelho #177

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Título: O Livro dos Manuais

Autor: Paulo Coelho

Ano: 2008

Páginas: 111

Sinopse: Inédito, o livro apresenta 16 guias e manuais com inúmeras sugestões sobre temas cotidianos. Paulo Coelho trata com humor e sabedoria sobre amor, batalhas internas, busca da auto-realização e ainda escreve dicas, por exemplo, de como viajar de verdade, e não apenas contar para os amigos que conhece outros países?. O livro é ilustrado por Fernando Villela, ganhador do prêmio Jabuti 2007, na categoria infantil.

Esse é um livro um pouco antigo do Paulo Coelho e foi uma edição exclusiva de uma revista ou jornal. Eu ganhei de uma amiga, a Márcia, nos conhecemos no Amigo Literário, um grupo de amigos membros da TAG (Experiências Literárias) entre outras pessoas que devido a paixão por livros e por experiências diferentes criamos um amigo secreto onde trocamos livros e mimos do mundo literário.

A Márcia foi quem eu presenteei, mas, ela tinha esse livro e não gostava, então ela me enviou e eu adorei.

Nesse livro existem vários manuais, hora irônicos, hora sentimentais.

Uma citação interessante: “Os feridos por amor, ao contrário dos feridos em conflitos armados, não são vítimas nem algozes. Escolheram algo que faz parte da vida, e assim devem encarar a agonia e o êxtase de sua escolha.”

O Casal Que Mora Ao Lado – Shari Lapena #176

O_CASAL_QUE_MORA_AO_LADO_1502743163668848SK1502743163BTítulo: O Casal Que Mora Ao Lado

Autora: Shari Lapena

Ano: 2017

Páginas: 294

Editora: Record

Sinopse: Tudo começou em um jantar… Um thriller psicológico surpreendente da autora best-seller internacional Shari Lapena .

É o aniversário de Graham, e sua esposa, Cynthia, convida os vizinhos, Anne e Marco Conti, para um jantar. Marco acha que isso será bom para a esposa; afinal, ela quase nunca sai de casa desde o nascimento de Cora e da depressão pós-parto. Porém, Cynthia pediu que não levassem a filha. Ela simplesmente não suporta crianças chorando.

Marco garante que a bebê vai ficar bem dormindo em seu berço. Afinal, eles moram na casa ao lado. Podem levar a babá eletrônica e se revezar para dar uma olhada na filha. Tudo vai dar certo. Porém, ao voltarem para a casa, a porta da frente está aberta; Cora desapareceu. Logo o rapto da filha faz Anne e Marco se envolverem em uma teia de mentiras, que traz à tona segredos aterradores.

QUE LIVRÃO DA PORRA!

Desculpem mas esse livro é sensacional!

Nesse livro a protagonista Anne e seu marido Marco, saem para um jantar na casa dos vizinhos da casa geminada ao lado, sem babá eles deixam a sua bebê no berço e vão vê-la de meia em meia hora. Além disso deixam a babá eletrônica ligado que só o áudio está funcionando.

Quando voltam para casa a bebê, Cora, sumiu. Eles entram em pânico.

Até metade do livro, você, leitor, trabalha de detetive em conjunto com o detetive da história. É super bacana isso porque é quase como um livro interativo.

Então, praticamente no meio do livro você “descobre” o culpado, maaaas, muitas, MUITAS, verdades vão vindo a tona, e muito do que você sabia a respeito dos personagens muda.

Mais pro final do livro a verdadeira culpa vem à tona.

E, por fim, quando a história está chegando a um desfecho, algo muito chocante acontece.

Eu fiquei muito chocada.

Esse livro é viciante, só parei de ler quando terminei. A escrita é muito objetiva, escrita em terceira pessoa e a leitura é muito leve.

História sensacional, tudo muito bem feito!

 

 

O Despertar do Príncipe – Colleen Houck #175

O_DESPERTAR_DO_PRICIPE_1434660619511306SK1434660619BTítulo: O Despertar do Príncipe

Autora: Colleen Houck

Série: Deuses do Egito

Volume: 1

Ano: 2015

Páginas: 384

Sinopse: Aos 17 anos, Liliana Young tem uma vida aparentemente invejável. Ela mora em um luxuoso hotel de Nova York com os pais ricos e bem-sucedidos, só usa roupas de grife, recebe uma generosa mesada e tem liberdade para explorar a cidade.
Mas para isso ela precisa seguir algumas regras: só tirar notas altas no colégio, apresentar-se adequadamente nas festas com os pais e fazer amizade apenas com quem eles aprovarem.
Um dia, na seção egípcia do Metropolitan Museum of Art, Lily está pensando numa maneira de convencer os pais a deixá-la escolher a própria carreira, quando uma figura espantosa cruza o seu caminho: uma múmia — na verdade, um príncipe egípcio com poderes divinos que acaba de despertar de um sono de mil anos.
A partir daí, a vida solitária e super-regrada de Lily sofre uma reviravolta. Uma força irresistível a leva a seguir o príncipe Amon até o lendário Vale dos Reis, no Egito, em busca dos outros dois irmãos adormecidos, numa luta contra o tempo para realizar a cerimônia que é a última esperança para salvar a humanidade do maligno deus Seth.
Em O Despertar do Príncipe, Colleen Houck apresenta uma narrativa inteligente, cheia de humor e ironia. Este é o primeiro volume da aguardada série Deuses do Egito, uma aventura fascinante que vai nos transportar para cenários extraordinários e nos apresentar a criaturas fantásticas da rica mitologia egípcia.

Terminei de ler no dia 21/08/17.

Esse livro me surpreendeu e me decepcionou.

Mas vamos começar do começo.

Liliana é uma adolescente de 17 anos, inteligente, madura, porém vive uma vida de “farsas” onde ela finge gostar do que seus pais empoem para sua vida.

A maneira como a ficção e fantasia são colocadas na vida de Liliana é muito bem feita.

Eu adoro mitologia egípcia e já tinha lido uma trilogia com esse tema, As Crônicas dos Kane, que é uma trilogia sensacional.

A autora tem uma boa narrativa, porém diversas vezes eu fiquei confusa com alguma ação dos personagens, que a meu ver foi mal explicada.

O uso da mitologia me pareceu excelente, com muitas explicações, o que me fez sentir várias vezes que estava lendo um livro com bastante conteúdo.

Porém, o que me desagradou muito nesse livro foi o romance. Liliana era completamente inteligente e de repente ficou burra. Ela primeiramente se apaixonou muito rápido, mais pela aparência de Amon que pelo seu caráter, até aí tudo bem. Ela sabia o tempo todo que ele não poderia ficar com ela, pois só estava na terra para cumprir sua missão, mas ela fala idiotamente que não entendia porque não podem ficar juntos, e fazia drama o tempo todo, falando que era feia e coisas que não deveriam vir de uma garota como ela. ARGH

Depois Amon destrata ela para ela se afastar e ao mesmo tempo deixa uma “sementinha” de amor do qual faz ela ter esperança. Amon é muito romântico, diz coisas que seriam estranhas se ele não fosse “antigo”.

O romance me lembrou Crepúsculo, só que de uma maneira muito mais infantil.

A Cidade do Sol – Khaled Hosseini #174

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Título: A Cidade do Sol

Autor: Khaled Hosseini

Ano: 2007

Páginas: 364

Editora: Nova Fronteira

Sinopse: Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rashid, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos.
Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: “Você pode ser tudo o que quiser.” Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Confrontadas pela história, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a história continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do “todo humano”, somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.

Esse livro, leiam esse livro.

O livro começa contando a história de Mariam, uma menininha “bastarda” que vive com a mãe que tem uma maneira muito ruim de demonstrar amor. Seu pai, vai visita-la uma vez por semana, ele é casado com três esposas e tem vários filhos “legítimos”. Isso tudo se passa em Herat, Afeganistão.

Mariam idolatra o pai e tudo que deseja aos 15 anos é conhecer o Cinema que ele é proprietário, o pai, por sua vez nada diz. Sua mãe diz “Se você for embora eu morro”. No dia seguinte como o pai não aparece, Mariam desce até a casa do pai que ela nunca tinha visto e tinha encontrado graças à ajuda.

Lá ela pede para ver o pai e a informam que ele não está. Mariam diz que vai esperar e lá fica.

Ela passa a noite em frente a casa, ninguém a convida para entrar, empregados levam coberta e comida. Ela fica lá. De manhã, quando o motorista do pai diz que vai leva-la embora, ela vê algo que muda sua vida, muda tudo que sabia sobre a vida.

Quando volta para casa, tudo mudou.

Sua vida vira de cabeça para baixo. O leitor acompanha tudo o que se passa com Mariam e sofre junto.

Na segunda parte do livro, muitos anos depois, a história é contada pelo ponto de vista de Laila, uma menininha vizinha de Mariam, o leitor acompanha o crescimento de Laila, até que o destino une as duas, como fortes inimigas, com um inimigo maior ainda em comum.

O tempo passa e Mariam e Laila descobrem que são mais parecidas do que imaginavam. Elas passam a cuidar uma da outra e dividem o sofrimento que é a vida de uma mulher no Afeganistão.

Esse livro é sobre amor, família, abandono, estupro, política, irmandade, machismo e muitas outras coisas.

Esse livro me deixou arrasada, abalada, desestruturada.

O autor tem uma narrativa leve para assuntos extremamente pesados. Mariam e Laila são dessas personagens que depois que lemos nunca mais esquecemos.

Esse livro é para qualquer leitor que ame livros profundos, com temas pouco abordados. O tipo de livro que nos faz ver muitas coisas com outros olhos.

 

Sejamos Todos Feministas – Chimamanda Ngozi Adichie #172

SEJAMOS_TODOS_FEMINISTAS_1411848602BTítulo: Sejamos Todos Feministas

Autora: Chimamanda Ngozi Adichie

Ano: 2014

Páginas: 87

Editora: Companhia das Letras

Sinopse: O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo.”A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente.”Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: Você apoia o terrorismo!. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são anti-africanas, que odeiam homens e maquiagem começou a se intitular uma feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens.Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.

Primeiro livro que eu li da Chimamanda e com certeza quero ler outros. Esse livro foi originalmente um discurso feito pela autora.

É um livro bem curtinho, li em meia hora. Mas tem muito, muito conteúdo. Chimamanda fala de maneira muito direta situações muito indelicadas que não aconteceu apenas com ela, mas coma maioria das mulheres. Situações machistas que são ainda piores em seu país natal.

O Brasil mesmo é um país com menos machismo que a Nigéria, mas ainda precisa mudar MUITO.

 

 

A Bruxa de Portobello – Paulo Coelho #171

A_BRUXA_DE_PORTOBELLO_1360073705BTítulo: A Bruxa de Portobello

Autor: Paulo Coelho

Ano: 2006

Páginas: 296

Sinopse: “A Bruxa de Portobello” de Paulo Coelho, conta a história de Athena, uma garota que foi adotada por emigrantes libaneses que se estabeleceram na Inglaterra em função de uma guerra que assolava seu país natal. Agora, eles têm que enfrentar uma intolerância religiosa que se assemelha à existente nos tempos da Inquisição, quando os que eram considerados hereges pela Igreja Católica eram violentamente punidos, inclusive, sendo queimados vivos. Um retrato da sociedade contemporânea, onde o medo da mudança e o conformismo muitas vezes determinam o curso de nossas vidas.
O autor brasileiro mais lido de todos os tempos escreveu a história de Athena, personagem descrita por várias pessoas que conviveram com ela. A órfã abandonada pela mãe cigana na Transilvânia. A criança levada pelos pais adotivos para Beirute. A funcionária de um grande banco em Londres. A bem-sucedida vendedora de terrenos em Dubai. A sacerdotisa de Portobello Road. A história arrebata, provoca e ainda traz à tona questões fundamentais da nossa atualidade.

Beeeem, eu já li vários livros do Paulo Coelho e eu lembro que quando eu li, eu amei, cada um deles. Mas infelizmente eu ainda não fazia posts aqui (tem um post para cada livro que li, mas apenas com a ficha técnica, até o final de 2016, quando comecei a escrever detalhes da minha leitura).

Eu não sabia o que esperar com essa leitura, mas mergulhei de cabeça. O livro é narrado de uma maneira diferente, com depoimentos de cada pessoa que estava ao redor da protagonista.

Nesse livro é mencionada muito a face feminina de Deus, que é uma maneira muito diferente de vê-Lo.

Athena é a protagonista, ela é adotada e muito jovem decide que precisa virar santa, é a maneira que encontra para chegar perto de Deus, mas tudo dá errado e ela acaba mãe solteira.

Depois de muitos acontecimentos, ela sente que precisa conhecer a sua mãe biológica, e parte em uma grande aventura. Antes disso ela passa por muita coisa, e depois também.

Athena é taxada como bruxa, e perseguida pela igreja. Até que um final chocante nos mostra a verdade.

Eu amo Paulo Coelho e quero ler muitos outros livros dele.

“A música não é apenas algo que nos conforta, ou que nos distrai, mas vai além disso – é uma ideologia. Você conhece as pessoas pelo tipo de música que elas escutam.”

“Acho que os bailarinos clássicos ficam na ponta dos pés porque estão ao mesmo tempo tocando a terra e alcançando os céus.”

“Deus escondeu as coisas mais importantes dos sábios, porque eles não conseguem entender o que é simples, e resolveu revelá-las aos simples de coração.”

“Acreditamos que Deus não fez o universo; Deus é o universo, nós estamos Nele, e ele está em nós.”

“Quando estamos interessados em um assunto, tudo à nossa volta parece referir-se a ele (os místicos chamam de “sinais”, os céticos de “coincidência”, e os psicólogos de “foco concentrado”).”

“O amor preenche tudo. Não pode ser desejado – porque é um fim em si mesmo. Não pode trair, porque não está ligado a posse. Não pode ser mantido preso, porque é como um rio, e transbordará as barreiras. Quem tentar aprisionar o amor, tem de cortar a fonte que o alimenta, e neste caso a água que conseguiu juntar terminará estagnada e podre.”

Uma História Incomum Sobre Livros e Magia – Lisa Papademetriou #170

UMA_HISTORIA_INCOMUM_SOBRE_LIV_1454601400552110SK1454601400BTítulo: Uma História Incomum Sobre Livros e Magia

Autora: Lisa Papademetriou

Ano: 2016

Páginas: 192

Editora: Arqueiro

Sinopse: Duas meninas encontram um livro mágico e cada uma se vê envolvida numa história que parece ser contada sozinha.

Kai chega ao Texas para visitar sua tia-avó Lavinia – uma senhora extravagante, durona e fã de hip-hop. Do outro lado do mundo, no Paquistão, Leila deseja ser tratada como uma princesa pela família de seu pai e viver fortes emoções.

Elas só não fazem ideia de que seus mundos completamente diferentes estão prestes a se chocar graças a um enigmático livro em branco.

Quando Kai escreve no livro, suas palavras magicamente aparecem no exemplar de Leila. As meninas então percebem que O cadáver excêntrico reage a cada frase acrescentada – não importa se foi inspirada pelo ataque de um chihuahua ou por um mal-entendido com uma cabra – com um trecho da história de amor vivida por Ralph Flabbergast e Edwina Pickle mais de cinquenta anos antes.

Uma história incomum sobre livros e magia entrelaça essas três perspectivas – de Kai, Leila e Ralph – de uma forma divertida e emocionante. É uma narrativa mágica sobre o destino e os laços invisíveis que nos ligam uns aos outros.

Eu comprei esse livro porque achei a capa super fofa e estava super barato. Comecei a ler para diminuir a lista de livros que tenho e quero ler, admito.

Mas, esse livro me surpreendeu.

Nele temos duas protagonistas, Kai e Leila, duas adolescentes, em lugares opostos do mundo unidas por algo em comum “O Cadáver Excêntrico”. O Cadáver é um livro, ou melhor, dois, que está mais para um diário.

Ambas as meninas fazem uma viagem de férias paralelamente, e ambas, se encontram justamente onde um exemplar do Cadáver se encontra.

Durante as aventuras (paralelas) das meninas elas vão descobrindo os mistérios do Cadáver e a história por trás dele.

O desfecho desse livro é do jeito que eu gosto, os bonzinhos ficando felizes e os malvados sendo julgados culpados. xD

Foi uma leitura leve e super gostosa, mas não é só um livro fofo juvenil, tem alguns “ensinamentos” muito bons nele.

Adorei ❤